O Desfile que eu mais me impressionei foi o do
ALEXANDRE HERCHCOVITCH.
Cultura clubber
Alexandre Herchcovitch viveu bem os anos 1980 -
época em que começou a criar e a frequentar casas noturnas de São Paulo como a
Madame Satã e o Massivo. Boy George, cantor ícone do período, não à toa é uma
das principais referências da sua carreira. Portanto, não é de se espantar que
o estilista seja capaz de reinterpretar esse universo, dando uma cara nova, por
incrível que pareça, a uma das décadas mais exploradas pela indústria da moda.
As formas arredondadas e rígidas, que nos 80´s eram desdobramentos do blazer
masculino (mulheres entrando com tudo no mercado de trabalho, lembra?),
reaparecem agora de um jeito mais fresh, graças ao uso de tecidos nobres, como
o tafetá de seda estampado e o jacquard. A cartela de cores - bem explosiva -
ajuda a traçar esse tabuleiro fashion, com direito a muito xadrez, em
diferentes expessuras - os looks que misturam quadriculados PB de diferentes
tamanhos e cetim duchese com estampa de crisântemos estão entre os mais bem
sucedidos, embora, sejamos honestos, não sejam muito fáceis à primeira vista. O
macacão, com shape de smoking, que aparece recorrentemente na passarela do
estilista, volta neste verão, em PB, para as mais sérias, e em um amarelo
chocante para as ousadas. As carteiras com carinhas smiley e bordados entram
para a lista de must have da estação, assim como os divertidos bermudões
esportivos, meio boxeadores chics, e perfeitos para serem usados com um bom
salto, no hi-lo esporte fino. Já os recortes de coração e as peças em jacquard
pink pecam por ficarem muito próximas do literal. Mas, quer
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